Depois de falar de futebol e política, me restava falar do tempo, para completar a categoria "jogando conversa fora".
Entre as belezas naturais do Japão está, nos dizem alguns guias de viagem e alguns entusiastas nipônicos, a maravilha de ter as quatro estações do ano bem definidas.
Esse é um tema quase onipresente na cultura japonesa, dos poemas haiku (que segundo algumas escolas obrigatoriamente devem conter uma referência à estação do ano) aos temas decorativos em utensílios domésticos, passando por rituais anuais, como os fogos de artifício no verão (hanabi), a observação da lua no outono (tsukimi) e, o mais famoso deles, a época das sakura na primavera (hanami), só para citar alguns.
Recentemente constatamos, porém, que o ano japonês pode ser dividido em duas estações, quando é fácil sair de casa, e quando não. Na segunda categoria temos uma época do ano em que é difícil sair de casa porque faz um frio dos diabos. Outra, a atual, faz um calor insuportável, com umidade batendo nos 80%, que é ainda menos convidativa. Entre essas duas há um mês em que chove todo dia e uma outra época em que alguns dias chovem tanto que o governo manda você ficar em casa (a temporada dos tufões, em setembro).
Mas há dois respiros de algumas semanas em que todos saem para a rua, próximos do que se convencionou chamar de primavera e outono, quando todos são mais felizes, a temperatura é amena, a vida social explode e te convida para fora de casa. Esses respiros justificam já toda a celebração das quatro estações, mesmo que saibamos que não são quatro. Há que se celebrar as voltas que a Terra dá.
25 de jul. de 2010
20 de jul. de 2010
Mate con bizcochuelo y dulce de leche

Hay costumbres que uno lleva en la valija a todos lados, como el mate, el dulce de leche y el placer de comer una rica merienda con bizcochuelo casero! No hay nada mejor que compartir esa costumbre con personas que nunca lo han probado y así fue como Yucary se animó a experimentar una merienda Argentina!
Intenté describirle lo que era el mate: "Algo así como un té que se toma con bombilla y que puede ser un poco fuerte... normalmente, lo compartimos con amigos, colegas de trabajo o simplemente lo tomamos solos". No me gusta pensar en "Mate" como un té, pero es la manera más ejemplificativa que encuentro para describir el sabor que tiene... Por otro lado, el concepto de compartir el mismo mate entre todos, suele asombrar bastante y a algunos les da un poco de asco... (yo me incluyo, aunque con el tiempo aprendí a compartilo).
Previendo que podía no gustarle tomar de mi mismo mate, preparé dos: amargos con un poquito de azúcar para que no sea tan fuerte. Comimos un poquito de bizcochuelo con dulce de leche, y esa primera parte le encantó! Después de mostrarle como se prepara el mate y servirle el primero, Yucary bebió un poquito... por su cara se podía notar que no le gustó para nada! pero le dije que era probable que el primero sea muy amargo, asi que le agregue azúcar... Y saben lo que hizo? instintivamente comenzó a revolver el mate con la bombilla !!! Se imaginan el grito que pegué! jajaja Pobrecita, encima que estaba bebiendo algo que no le gustaba yo la persigo con com hacerlo!
Intentó varias veces pero el mate no tuvo éxito con ella... quizás tenga más suerte con mi próxima amiguita japonesa !
16 de jul. de 2010
11 de jul. de 2010
Eleições no Japão
Hoje, 11 de julho, eleições para a Câmara Alta da Dieta do Japão, o equivalente ao Senado. Apesar do nome, quem manda para valer é Câmara Baixa, que passa as leis. Mas, se entendi bem, a não ser que o governo tenha 2/3 da Câmara Baixa, não consegue governar sem maioria também na Câmara Alta.
O que torna estas eleições importantes, apesar de não poderem causar uma mudança de governo. Estão sendo consideradas o grande teste ao governo do DPJ, partido que assumiu em 2009, no que foi a coisa mais próxima no Japão de uma alternância de poder a acontecer desde a Segunda Guerra Mundial.
(alguém aí lembra de Introdução a Ciência Política? "alternância de poder", essa coisinha que de acordo com alguns ocidentais vem logo depois de "eleições" na lista de ingredientes para uma democracia).
Desde 2009, a principal força política japonesa até então, o LDP, teve seus quadros e número de afiliados tão reduzidos que alguns consideram sua extinção apenas questão de tempo (ie, até que a "gerontocracia do partido" morra de causas naturais). O LDP simplesmente não sabe fazer oposição (uma espécie de PMDB japonês?), mas é a coisa mais próxima que o Japão tem disso hoje.
Caminho livre para o DPJ então? Não é bem assim, o voto de confiança que os japoneses deram ao DPJ transformou-se em uma taxa de aprovação de menos de 20% em menos de um ano, quando ficou claro que o novo partido recorria a práticas bastante parecidas ao seu antecessor. Um espinhoso problema sobre bases norte-americanas em Okinawa, que só fez deixar evidente as limitações do Japão em relação aos EUA (lembrem-se, este país foi ocupado), deu o tiro de misericórdia. Em conseqüência, mês passado, o Primeiro Ministro, Hatoyama, a renunciou, mas em seu sacrifício levou junto aquele que era considerado o verdadeiro chefão (e origem de muitos dos males) do DPJ, Ozawa.
Assumiu Kan, do mesmo partido, o que recuperou os índices de aprovação e deu origem a uma série de infâmes trocadilhos na imprensa anglo-saxã com seu nome (Kan he deliver? Yes, he Kan!). Único primeiro ministro que não é filho ou neto de um primeiro ministro em muitos anos, Kan talvez seja um passo a mais na necessária alternância de poder japonês. Talvez seja também a última esperança do DPJ de levar adiante as prometidas reformas que ganharam o voto dos japoneses: acabar com o desperdício de recursos públicos e com a "ditabranda" dos burocratas.
Tarefa dificílima, principalmente considerando que o principal ponto de sua atual plataforma de governo é dobrar o imposto ao consumidor (de 5% para 10%) para tentar arrumar as contas do governo (que deve muito mais do que o PIB) e evitar que aconteça aqui o que aconteceu na Grécia. Sorte deles que a oposição praticamente não existe.
A pergunta é se os japoneses assinarão esse cheque em branco. Dúvida maior ainda é o que pode acontecer se não assinarem - quem vai conseguir governar o Yamato?
Tudo isso para dizer que hoje aconteceram eleições muito importantes no Japão. É verdade que nas últimas semanas foram marcadas por campanhas, principalmente carros de som e cartazes, rigorosamente padronizados, mas nada que chamasse muita atenção. Achei que hoje seria diferente, moro ao lado de uma escola, colégio eleitoral, esperava ver o chão pavimentado de panfletos. Quase não deu para notar os eleitores.
PS na segunda: o cheque não tinha fundos, pelo jeito.
O que torna estas eleições importantes, apesar de não poderem causar uma mudança de governo. Estão sendo consideradas o grande teste ao governo do DPJ, partido que assumiu em 2009, no que foi a coisa mais próxima no Japão de uma alternância de poder a acontecer desde a Segunda Guerra Mundial.
(alguém aí lembra de Introdução a Ciência Política? "alternância de poder", essa coisinha que de acordo com alguns ocidentais vem logo depois de "eleições" na lista de ingredientes para uma democracia).
Desde 2009, a principal força política japonesa até então, o LDP, teve seus quadros e número de afiliados tão reduzidos que alguns consideram sua extinção apenas questão de tempo (ie, até que a "gerontocracia do partido" morra de causas naturais). O LDP simplesmente não sabe fazer oposição (uma espécie de PMDB japonês?), mas é a coisa mais próxima que o Japão tem disso hoje.
Caminho livre para o DPJ então? Não é bem assim, o voto de confiança que os japoneses deram ao DPJ transformou-se em uma taxa de aprovação de menos de 20% em menos de um ano, quando ficou claro que o novo partido recorria a práticas bastante parecidas ao seu antecessor. Um espinhoso problema sobre bases norte-americanas em Okinawa, que só fez deixar evidente as limitações do Japão em relação aos EUA (lembrem-se, este país foi ocupado), deu o tiro de misericórdia. Em conseqüência, mês passado, o Primeiro Ministro, Hatoyama, a renunciou, mas em seu sacrifício levou junto aquele que era considerado o verdadeiro chefão (e origem de muitos dos males) do DPJ, Ozawa.
Assumiu Kan, do mesmo partido, o que recuperou os índices de aprovação e deu origem a uma série de infâmes trocadilhos na imprensa anglo-saxã com seu nome (Kan he deliver? Yes, he Kan!). Único primeiro ministro que não é filho ou neto de um primeiro ministro em muitos anos, Kan talvez seja um passo a mais na necessária alternância de poder japonês. Talvez seja também a última esperança do DPJ de levar adiante as prometidas reformas que ganharam o voto dos japoneses: acabar com o desperdício de recursos públicos e com a "ditabranda" dos burocratas.
Tarefa dificílima, principalmente considerando que o principal ponto de sua atual plataforma de governo é dobrar o imposto ao consumidor (de 5% para 10%) para tentar arrumar as contas do governo (que deve muito mais do que o PIB) e evitar que aconteça aqui o que aconteceu na Grécia. Sorte deles que a oposição praticamente não existe.
A pergunta é se os japoneses assinarão esse cheque em branco. Dúvida maior ainda é o que pode acontecer se não assinarem - quem vai conseguir governar o Yamato?
Tudo isso para dizer que hoje aconteceram eleições muito importantes no Japão. É verdade que nas últimas semanas foram marcadas por campanhas, principalmente carros de som e cartazes, rigorosamente padronizados, mas nada que chamasse muita atenção. Achei que hoje seria diferente, moro ao lado de uma escola, colégio eleitoral, esperava ver o chão pavimentado de panfletos. Quase não deu para notar os eleitores.
PS na segunda: o cheque não tinha fundos, pelo jeito.
10 de jul. de 2010
Império do Kawaii
8 de jul. de 2010
Considerações coperas
Vocês lembram de 2002? A Copa que vocês não viram direito, porque os jogos eram no meio da madrugada. Bom, enquanto vocês matavam trabalho para ver Argélia vs. Eslovênia, deste lado do planeta a gente penava contra o sono para acompanhar os jogos. Na primeira fase ainda deu para saciar o verme boleiro com jogos às 20h30, mas à medida que as fases avançaram, também os horários.
O que significa dizer que não se matou trabalho na repartição, mas que passávamos boa parte do dia reclamando do sono e discutindo os lances da noite anterior - futebol não são só 90 minutos, melhores momentos, a mesa redonda do domingo e o uso futebolístico para procrastinação, tudo é parte do esporte mais foda do planeta.
O pacote copeiro foi quase completo por aqui, teve bolão, juntar a galera para ver em casa (um sonolento Brasil e Portugual) e tudo mais. Perdi ganhando na bolsa de apostas, acertei quem ia chegar na final, mas o prêmio só fez empatar a quantia que perdi nos bolões de cada jogo do Brasil. Quem ganhou para valer foi o vende-pátria que apostou na Holanda contra o Brasil. Deve ter consultado o Polvo Paul. El puto pulpito, como o apelidaram alguns argentinos.
Em Dogs and Demons, o livro que você não deve ler se quer se apaixonar por este país, Kerr conta uma anedota sobre um sapinho vidente que dava conselhos no auge da bolha especulativa dos anos 90. O surpreendente não é que agentes financeiros consultassem o sapo, mas que os conselhos do sapo tenham se provado mais corretos do que as orientações da burocracia estatal (o que não evitou a prisão do sapo). E agora a Europa produz o Polvo Paul. Dizem que a crise na Grécia começou quando o governo ignorou os conselhos do molusco. Dizem também que vai virar たこ ポル.
Teve quase tudo, teve até Galvão Bueno na tecla SAP da minha TV (para não perder o momento: #CALAABOCAGALVÃO). Só faltou o bar. Copa do Mundo sem jogo no bar é difícil. Talvez prevendo já a desclassificação, fomos para um pub irlandês ver Brasil vs. Holanda. Foi um bom primeiro tempo, como qualquer comentarista esportivo terá narrado. Foi divertido. Os locais em volta se empolgaram com a gente e gritavam juntos. Não, não foi dessa vez que aprendi palavrão em japonês.
Mas no segundo tempo, um fenômeno interessante, que me lembrou que há vários níveis de torcedor. Por exemplo, eu não gosto tanto de futebol, gosto mesmo é do Santos F.C. e faço uma pequena concessão à seleção a cada quatro anos, pelo fato social total que representa a Copa do Mundo. Tem gente que nem essa concessão faz, como meu velho. Tem gente que torce pelo país, como um locutor esportivo que louva qualquer time brasileiro jogando contra um time internacional. Tem gente que diz que gosta é do esporte e tem um time de predileção em cada país (esses são os que menos entendem de futebol, obviamente).
E há os japoneses, que aprenderam a jogar bola com o Zico, inclusive, dizem, a bater pênalti. Os japoneses torcem para a bola. E de repente, no segundo tempo, todos aqueles novos cristãos convertidos à canarinho gritavam com igual intensidade para a Holanda. Não entendia, como aquele cara que cruzou o pub para abraçar a gente quando saiu o gol do Brasil podia vir tirar sarro na minha cara com o gol de cabeça do Sjneider?! Eu devia ter aprendido algum palavrão em japonês....
Pelo menos não durou muito. Antes de terminar o segundo tempo, antes mesmo da vitória da Holanda estar consolidada, já éramos os últimos no bar, praticamente. O último trem. A vida noturna em Tóquio é regulada pela hora do último trem. Se eles perderem o trem que sai agora às 12 horas, só amanhã de manhã. E ninguém pareceu se importar em voltar para casa sem saber o resultado final.
Mas poderia ser pior. E para nos certificarmos, no dia seguinte fomos ver o chocolate que tomou a Argentina em um bar esportivo para gringos em Roppongi. Lotado de alemães. No cantinho, tímido, estava um local com a camisa dos Pumas, o time de rugby (yo te daré, te daré una cosa, una cosa que empieza com P....Pumas!). Nos aprochegamos. Um pouco antes do jogo, parece que toda a colônia portenha em Tóquio apareceu por lá. Éramos quase dez, namoradas japonesas incluídas, dava para lotar uma kombi. Mas não deu para torcer muito, flor de paliza nos dieron los alemanes.
Há duas grandes diferenças entre os brasileiros e argentinos, pelo menos no que se refere a futebol. A principal é que os argentinos não entendem o conceito de mandinga e saem por aí declarando-se campeões antes da hora. Esta é a razão fundamental à qual eu atribuo o fato de não terem ganhado nada depois de 86, mas há quem prefira a tese de que é uma maldição, mas a suposta maldição só confirma a incompreensão do conceito de mandinga.
A outra é que, enquanto brasileiros sempre criticaremos quem for técnico da seleção, não importa quem seja (o PSDB está fazendo lobby na CBF para botar o Lula de técnico, dizem), o amor argentino é incondicional, não importa se o chocolate for de 4, não importa Maradona. Mentes argentinas mais lúcidas não hesitam em apontar nisso uma clara perda de dignidade, mas eu confesso que sinto uma certa inveja, gostaria de poder torcer assim. Foi com alegria, então, que me uni aos dez argentinos em coro, vamos vamos, argentina, a ganaaaar, mesmo que o placar, a essa altura a 3x0, apontasse claramente nosso impedimento.
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Em tempo:
A patrocinadora montou um enorme pavilhão para promover os Samurai Blue no Yoyogi Park (lá em casa se pronuncia "shô-shô-gui"), mas avisaram para visitar logo, porque só tinham alugado o espaço para a primeira fase (ninguém acreditava que chegariam às oitavas). E fiquem com os melhores momentos da boy band que mais joga bola no planeta!!
2 de jul. de 2010
Cuerpos Latinos a sufrir en Tokyo!

Cuando varias mujeres me hablaban de las dificultades que tenían para comprarse ropa en Toquio, realmente no creía que era para llevarlo tan a serio, hasta que, me toco a mi...
Para que tengan una idea, en términos generales, la mujer japonesa en muy flaca. Algunos dicen que es porque se cuidan mucho en las comidas, otros que es la contextura física, otros que las porciones de comida son mas pequeños que en nuestros países. En definitiva, supongo que será la combinación de todos esos factores los que hacen que en la calle se vean mujeres alrededor de los 45 kilos (peso el cual, no recuerdo haber tenido en mi vida adulta!)
Es evidente que aquí, ser flaca es considerado un factor de belleza muy apreciado como tantos otros lugares del mundo; no obstante, no vayan a creer que ellas son flacas y con curvas... ya que las japonesas están muy lejos de conocer el concepto de cintura, caderas, lolas, y cola....
Después de leer esto, estarán pensando que soy una envidiosa! Y confieso que solo estoy de algunas ponjas con piel perfecta, 180 de altura y un cuerpo increible, pero en general quedo espanda porque parecen ser muejeres con problemas alimenticios serios. Lo peor del caso, es que con el tiempo la sociedad se acostumbra a aceptar esos parámetros de bellesa como normales.
Viendo tanto cuerpo flaco, empecé a preocuparme por mi figura y ahora hago más gymnacia e intento cuidarme en las comidas a fin de parecerme con la multitud! No obstante, mi cuerpo es diferente y por más que lo quiera japoneisar no consigo. Primero, uso ropas diferentes y como hace tanto calor mis remeras muestran bastante la piel, con lo cual, las ponjas miran horrorizadas pensando en como estoy bronceando mi piel de esa manera! Segundo, mis dimensiones son más grandes y eso lo corroboré cuando fui a comprar ropa...
Entre a la tienda, elegí unos vestidos bien sueltos (cosa de estar segura de que me iban a entrar) y me los probé... Meu Deus!! Con el primero, parecía embarazada de 5 meses!! El vestido salía de mis lolas y bajaba derecho al piso, cuando puse un cinturón, quedo aún peor... ahora tenía unas caderas enormes acompañando el conjunto! Con el segundo, pensé que los botones de la parte superior iban a matar a alguien si por acaso se salían! Y con el tercero, tampoco tuve suerte, ya que no conseguía meter el brazo en la manga que era muy estrecha... Al final, desistí y solo me compré un pantalón dos talles más grandes de lo que normalmente compro...
Suerte que en casa, las curvas son bienvenidas!!
Para que tengan una idea, en términos generales, la mujer japonesa en muy flaca. Algunos dicen que es porque se cuidan mucho en las comidas, otros que es la contextura física, otros que las porciones de comida son mas pequeños que en nuestros países. En definitiva, supongo que será la combinación de todos esos factores los que hacen que en la calle se vean mujeres alrededor de los 45 kilos (peso el cual, no recuerdo haber tenido en mi vida adulta!)
Es evidente que aquí, ser flaca es considerado un factor de belleza muy apreciado como tantos otros lugares del mundo; no obstante, no vayan a creer que ellas son flacas y con curvas... ya que las japonesas están muy lejos de conocer el concepto de cintura, caderas, lolas, y cola....
Después de leer esto, estarán pensando que soy una envidiosa! Y confieso que solo estoy de algunas ponjas con piel perfecta, 180 de altura y un cuerpo increible, pero en general quedo espanda porque parecen ser muejeres con problemas alimenticios serios. Lo peor del caso, es que con el tiempo la sociedad se acostumbra a aceptar esos parámetros de bellesa como normales.
Viendo tanto cuerpo flaco, empecé a preocuparme por mi figura y ahora hago más gymnacia e intento cuidarme en las comidas a fin de parecerme con la multitud! No obstante, mi cuerpo es diferente y por más que lo quiera japoneisar no consigo. Primero, uso ropas diferentes y como hace tanto calor mis remeras muestran bastante la piel, con lo cual, las ponjas miran horrorizadas pensando en como estoy bronceando mi piel de esa manera! Segundo, mis dimensiones son más grandes y eso lo corroboré cuando fui a comprar ropa...
Entre a la tienda, elegí unos vestidos bien sueltos (cosa de estar segura de que me iban a entrar) y me los probé... Meu Deus!! Con el primero, parecía embarazada de 5 meses!! El vestido salía de mis lolas y bajaba derecho al piso, cuando puse un cinturón, quedo aún peor... ahora tenía unas caderas enormes acompañando el conjunto! Con el segundo, pensé que los botones de la parte superior iban a matar a alguien si por acaso se salían! Y con el tercero, tampoco tuve suerte, ya que no conseguía meter el brazo en la manga que era muy estrecha... Al final, desistí y solo me compré un pantalón dos talles más grandes de lo que normalmente compro...
Suerte que en casa, las curvas son bienvenidas!!
27 de jun. de 2010
Las mujeres a la cocina
A que no se imaginan cual es mi nuevo empleo en Japón? aparentemente trabajo en mi cocina. Acorde a quién? al portero de mi edificio... que a diferencia de los porteros Argentinos, es bastante discreto, no se cree el dueño del edificio y tiene cargo de ¨Gerente¨. Yo que pensaba que las mujeres ya habíamos ganado una posición en la sociedad en la cual, no teníamos que sufrir preconceptos machistas... evidentemente, estaba equivocada y todavía quedan países como Japón, en donde las mujeres no somos tratadas como un par.
La historia es la siguiente:
Estas semanas comenzó el calor en Tokyo y, al prender los aires acondicionados de la casa, nos dimos cuenta que la refrigeración no llega ni a la cocina ni al pasillo de entrada de la casa. Entonces,fui con toda mi cordialidad a preguntar si tenían algún tipo de información de porque en la cocina hace 35 grados cuando en el resto de la casa hace 26 y que me indiquen que se puede hacer para mejorar esa situación. Siguiendo el estilo japones, ellos me dijeron que iban a llamar a los técnicos y averiguar si había algún problema con la aislación de las máquinas que están sobre nuestro techo y que me avisarían. Con cara de conpunjida la empleada (que es una dulce) me contestó que después de hablar con el técnico varias veces llegaron a la conclusión que, no había ningún problema con la aislación de las máquinas que están en nuestro techo y que el calor era provablemente se debía a que no abría las puertas de la cocina. Ella, muy amablemente me aconsejo que para para evitar el calor en la cocina, tenía que prender el extractor de humo... el cual hace un ruido muy molesto y NO FUE HECHO PARA REFRIGERAR AMBIENTES.
Como no me quedé muy feliz con la respuesta fui a hablar con el portero, digo el gerente, y le comenté de nuestra preocupación al respecto y la incomodidad que ello nos representaba. Ante lo cual, el desgraciado en su intento de parecer comprensivo con mi pedido me dijo que EL COMPRENDÍA PORQUE SABÍA QUE LA COCINA ERA MI LUGAR DE TRABAJO y que paso muchas horas ahí dentro !!!!!!!! pero que me compre un ventilador !!!!!!!!. Pensé que lo iba a matar... por mi mente se pasaron todos los años que pasé estudiando para ser una profesional para que este tipo me venga a asumir que por no estar trabajando mi lugar es la cocina! Como todavía no quiero ir presa, conté hasta cinco y con una sonrisa enorme le dije: ¨Si, claro paso mucho tiempo en la cocina, y por ello, quiero que haga 35 grados de calor!!! Además le dije que no quiero un ventilador quiero que el aire funcione en toda la casa!!. Por suerte, llegó F. y eso llevó la conversación para otro lado.
Ese mismo día estaba leyendo uno libro sobre una mujer norteamericana casada hace más o menos 30 años con un japonés y que vive desde entonces en la casa de la familia del marido. Ella comentaba, que la cocina estaba ubicada en el peor lugar de la casa, y que eso era debido a que la mujer ocupa el lugar más bajo dentro de la jerarquía familiar, por lo tanto, como la cocina es ¨su lugar de trabajo, de manera exclusiva¨, esta estaba ubicada de manera tal que representace su posición. Además, contaba que su suegra, mujer japonesa criada al estilo tradicional, se horrorizaba cuando los nietos entraban en la cocina a ayudar y conversar con la madre porque la mujer es la encargada se ¨servir a los hombres de la familia y no al revés. Con lo cual, si ella no había tenido una hija mujer que la ayudara pues es su problema y no tendría reemplazo hasta que una nuera viniera a vivir a la casa!
Observando la distribución del departamento en el que vivimos, me di cuenta que la cocina realmente tiene el peor lugar de la casa a pesar de ser nueva! Está lejos de las ventanas, no tiene calefacción o refrigeración y, por lo tanto, sin circulación de aire. Ahora me pregunto, si la cocina tiene el peor lugar de la casa porque quien entra en ella es solo la mujer, será que mis quejas serán escuchadas? o van a tomarlo como de quien viene: una mujer?. Voy a demostrarles que las mujeres no con conformamos tan fácil con un NO pero mientras tanto, nos compramos un ventilador...
La historia es la siguiente:
Estas semanas comenzó el calor en Tokyo y, al prender los aires acondicionados de la casa, nos dimos cuenta que la refrigeración no llega ni a la cocina ni al pasillo de entrada de la casa. Entonces,fui con toda mi cordialidad a preguntar si tenían algún tipo de información de porque en la cocina hace 35 grados cuando en el resto de la casa hace 26 y que me indiquen que se puede hacer para mejorar esa situación. Siguiendo el estilo japones, ellos me dijeron que iban a llamar a los técnicos y averiguar si había algún problema con la aislación de las máquinas que están sobre nuestro techo y que me avisarían. Con cara de conpunjida la empleada (que es una dulce) me contestó que después de hablar con el técnico varias veces llegaron a la conclusión que, no había ningún problema con la aislación de las máquinas que están en nuestro techo y que el calor era provablemente se debía a que no abría las puertas de la cocina. Ella, muy amablemente me aconsejo que para para evitar el calor en la cocina, tenía que prender el extractor de humo... el cual hace un ruido muy molesto y NO FUE HECHO PARA REFRIGERAR AMBIENTES.
Como no me quedé muy feliz con la respuesta fui a hablar con el portero, digo el gerente, y le comenté de nuestra preocupación al respecto y la incomodidad que ello nos representaba. Ante lo cual, el desgraciado en su intento de parecer comprensivo con mi pedido me dijo que EL COMPRENDÍA PORQUE SABÍA QUE LA COCINA ERA MI LUGAR DE TRABAJO y que paso muchas horas ahí dentro !!!!!!!! pero que me compre un ventilador !!!!!!!!. Pensé que lo iba a matar... por mi mente se pasaron todos los años que pasé estudiando para ser una profesional para que este tipo me venga a asumir que por no estar trabajando mi lugar es la cocina! Como todavía no quiero ir presa, conté hasta cinco y con una sonrisa enorme le dije: ¨Si, claro paso mucho tiempo en la cocina, y por ello, quiero que haga 35 grados de calor!!! Además le dije que no quiero un ventilador quiero que el aire funcione en toda la casa!!. Por suerte, llegó F. y eso llevó la conversación para otro lado.
Ese mismo día estaba leyendo uno libro sobre una mujer norteamericana casada hace más o menos 30 años con un japonés y que vive desde entonces en la casa de la familia del marido. Ella comentaba, que la cocina estaba ubicada en el peor lugar de la casa, y que eso era debido a que la mujer ocupa el lugar más bajo dentro de la jerarquía familiar, por lo tanto, como la cocina es ¨su lugar de trabajo, de manera exclusiva¨, esta estaba ubicada de manera tal que representace su posición. Además, contaba que su suegra, mujer japonesa criada al estilo tradicional, se horrorizaba cuando los nietos entraban en la cocina a ayudar y conversar con la madre porque la mujer es la encargada se ¨servir a los hombres de la familia y no al revés. Con lo cual, si ella no había tenido una hija mujer que la ayudara pues es su problema y no tendría reemplazo hasta que una nuera viniera a vivir a la casa!
Observando la distribución del departamento en el que vivimos, me di cuenta que la cocina realmente tiene el peor lugar de la casa a pesar de ser nueva! Está lejos de las ventanas, no tiene calefacción o refrigeración y, por lo tanto, sin circulación de aire. Ahora me pregunto, si la cocina tiene el peor lugar de la casa porque quien entra en ella es solo la mujer, será que mis quejas serán escuchadas? o van a tomarlo como de quien viene: una mujer?. Voy a demostrarles que las mujeres no con conformamos tan fácil con un NO pero mientras tanto, nos compramos un ventilador...
21 de jun. de 2010
Lost in translation #6
20 de jun. de 2010
Deliver me...
19 de jun. de 2010
18 de jun. de 2010
Gagaku: Música Elegante
Hace unos meses tuvimos la oportunidad de presenciar un tipo de danza tradicional Japonesa, Gagaku o ¨Música Elegante¨, en el teatro del Palacio del Emperador, con la presencia del mismísimo Emperador. Oportunidade única ofrecida anualmente al cuerpo diplomático .
El Emperador, descendiente del la Diosa Sol, es un bajito canoso con sonrisa simpática.
Algunos comentários malvados dicen que es una oportunidad única porque nunca en la vida la querrías repetir. Dejamos a la evaluación de los lectores, que podrán ver una pieza en el video arriba.
Este tipo de danza y música clásica tradicional es considerada la orquesta tradicional de música más antigua del mundo todavía en actividad. Su origen data del siglo X y ha sido representado principalmente en la Corte Imperial, entre la aristocracia y en algunos templos. Tuvo momentos de olvido, pero fué recuperada en el Período Edo, que es tal vez de donde vienen las principales referéncias de lo que se considera "tradicional" en Japón.
En la actualidad, el Departamento de Música de la Casa Imperial quien marca los standares a seguir, asi como también, forma a los profesionales que van a estar autorizados a representar este tipo de música. No hace falta tener lazos divinos para escuchar Gagaku, esa gaitita tan característica está presente en ceremónias en los templos locales.
Imaginen si la música barroca hubiera sido recuperada y cultivada como oficial en la actualidad, es el único paralelo posible con el Occidente que se nos ocurre. La presentación duró mas o menos una hora y media, con un descanso de quince minutos en la mitad, en el cual la mitad de los occidentales que asistían se fueron... Como pueden ver en el video, la presentación es muy linda y diferente pero se hace difícil mantener la atención. Les juro, que habiendo leído la importancia del Gagaku hicimos nuestros mayores esfuerzos para mantener los ojos abiertos pero hubo momentos en los que casí caímos rendidos al sueño. Nos salvó el frío y la incomodidad de las sillas.
Es admirable como el perfeccionismo y el detalle en los movimientos corporales son tan importantes en las expresiones artísticas japonesas - ya vieron a alguién más concentrado al tocarse los dedos gordos mientras baila? La presentación fue un buen recuerdo de que gustos, modas y artes son algo que pertenecem a un contexto histórico-cultural muy particular y varian en el tiempo y espacio. Hay cosas que damos por sentadas como algo "natural" o "universal", como la música pero, una vez más, nos estaríamos equivocando.
El Emperador, descendiente del la Diosa Sol, es un bajito canoso con sonrisa simpática.
Algunos comentários malvados dicen que es una oportunidad única porque nunca en la vida la querrías repetir. Dejamos a la evaluación de los lectores, que podrán ver una pieza en el video arriba.
Este tipo de danza y música clásica tradicional es considerada la orquesta tradicional de música más antigua del mundo todavía en actividad. Su origen data del siglo X y ha sido representado principalmente en la Corte Imperial, entre la aristocracia y en algunos templos. Tuvo momentos de olvido, pero fué recuperada en el Período Edo, que es tal vez de donde vienen las principales referéncias de lo que se considera "tradicional" en Japón.
En la actualidad, el Departamento de Música de la Casa Imperial quien marca los standares a seguir, asi como también, forma a los profesionales que van a estar autorizados a representar este tipo de música. No hace falta tener lazos divinos para escuchar Gagaku, esa gaitita tan característica está presente en ceremónias en los templos locales.
Imaginen si la música barroca hubiera sido recuperada y cultivada como oficial en la actualidad, es el único paralelo posible con el Occidente que se nos ocurre. La presentación duró mas o menos una hora y media, con un descanso de quince minutos en la mitad, en el cual la mitad de los occidentales que asistían se fueron... Como pueden ver en el video, la presentación es muy linda y diferente pero se hace difícil mantener la atención. Les juro, que habiendo leído la importancia del Gagaku hicimos nuestros mayores esfuerzos para mantener los ojos abiertos pero hubo momentos en los que casí caímos rendidos al sueño. Nos salvó el frío y la incomodidad de las sillas.
Es admirable como el perfeccionismo y el detalle en los movimientos corporales son tan importantes en las expresiones artísticas japonesas - ya vieron a alguién más concentrado al tocarse los dedos gordos mientras baila? La presentación fue un buen recuerdo de que gustos, modas y artes son algo que pertenecem a un contexto histórico-cultural muy particular y varian en el tiempo y espacio. Hay cosas que damos por sentadas como algo "natural" o "universal", como la música pero, una vez más, nos estaríamos equivocando.
13 de jun. de 2010
Em casa
É bom estar em casa. Acho que depois de mais de 4 meses aqui, acho que dá para afirmar com certeza que estamos em casa agora. A constatação ficou evidente depois de uma semana fora do Japão (eu em BSB a trabalho, L. nas Filipinas visitando uma amiga), foi ótimo viajar, mas foi suficiente para ter saudades de nossa casa.
Nossa casa é aqui, porque antes L. vivia na minha casa, zoneada e de decoração polêmica, em Buenos Aires. Aqui, apesar da maioria dos móveis serem os mesmos, montamos e guardamos tudo juntos. A casa, diga-se de passagem, ficou linda. Acabamos fechando com o apartamento mencionado no post anterior. Nesta semana o processo de instalação, alegro-me em dizer, finalmente terminou, quando um pé de limão, antigo sonho de consumo caipirinístico, foi colocado na sacada, no ponto onde pega mais sol.
A partir deste fim de semana, portanto, não temos mais que sair pela cidade buscando coisas para a casa, estou feliz que esse processo acabou. Acabou a fase de chegada a Tóquio, agora podemos nos preocupar em aproveitar e nos adaptar. Demorou, demorou muito. Por dois meses tivemos que segurar um perrengue financeiro que, no fim, foi causado por uma mistura de lentidão com barnabeísmo (pleonasmo?). Mas demorou principalmente porque nossas coisas não chegavam, foram incríveis 112 dias desde que foram encaixotadas até a entrega. Esses dois fatores conjugados deixaram a gente em um estado de animação suspensa, que depois se transformou em uma frenética busca pelo que faltava.
Thoreau se orgulhava de ter construído sua cabana no lago Walden com as próprias mãos, ao homem atual nos restou armar estantes de compensado vagabundo feitas na China a partir de um desenho europeu vendido como refinado, mas que visa apenas a produção em massa, não o objeto. Isso ilustra perfeitamente que há algo de muito errado nessa tal pós-modernidade. Desenvolvi um ódio gutural pela Ikea nesse período, só não maior do que pelo bigodinho do maldito encarregado de nossa mudança.
Thoreau se orgulhava de ter construído sua cabana no lago Walden com as próprias mãos, ao homem atual nos restou armar estantes de compensado vagabundo feitas na China a partir de um desenho europeu vendido como refinado, mas que visa apenas a produção em massa, não o objeto. Isso ilustra perfeitamente que há algo de muito errado nessa tal pós-modernidade. Desenvolvi um ódio gutural pela Ikea nesse período, só não maior do que pelo bigodinho do maldito encarregado de nossa mudança.
Agora eu preciso arrumar outra coisa do que reclamar =)
3 de jun. de 2010
Multas a las bicletas...
A esto yo le llamo un país organizado, si dejas tu bicicleta donde no se debe te colocan un aviso haciendote saber que esta prohibido... Y como todas las bicicletas estás registradas, ellos saben quién es el infractor.
Igualmente, a pesar de los grandes esfuerzos de la municipalidad por evitar que las bicicletas estacionen en cualquier vereda, la verdad es que nadie van a dejar su bicicleta a tres cuadras para evitar la multa!
Messi en los Subtes de Japón
Estamos a días del Mundial y miren quien aparece el los subtes de Japón! Me encantaría poder traducirles lo que dice en la publicidad pero lamentablemente mi nivel de Japonés no me lo permite... No obstante, pareciera que están hablando de Messi como el número 1 del momento. Y adivinen que camiseta esta usando?? La de Argentina claro.
A fin de mantener orden en mi hogar, me abstengo de hacer declaraciones sobre la superioridad del equipo Argentino sobre otros equipos de países limítrofes... esto de ser minoría en Japón me ha llevado a imponer el toque de queda en la casa, en donde, de fútbol no se habla!
Se vienen momentos difíciles, me casé con un futbolero brasilero... Me quedaré solita con la corneta y la camiseta haciendole el aguante a la selección.
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